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Bem-vindos ao Chapeleiro!

O meu nome é Vânia (e Vânia escreve-se com chapéu). Sou mãe, ilustradora e fotógrafa, e aqui podem conhecer o meu trabalho e dar uma vista de olhos no meu diário visual.


Think & Ponder | 3 Coisas para mudar

Think & Ponder | 3 Coisas para mudar

Às vezes as expectativas que criamos em acontecimentos ou eventos futuros, quando não são bem geridas, podem provocar um grande caus na nossa vida. Expectativas são sempre perigosas no geral. É muito arriscado alimetar-nos delas. Raramente as conseguimos satisfazer.
Viver de expectativas causa ansiedade, stress, frustração e irritação, e deixa sempre um espaço em nós por preencher.

 

Tenho vivido de expectativas. Demasiadas expectativas. Desde que comprámos a nossa primeira casa tenho tipo a expectativa de nos mudarmos. Esse é um acontecimento que se tem vindo a adiar mês após mês, e a frustração tem sido crescente. Tantas coisas na minha vida que tenho vindo a adiar por causa dessa expectativa, e tantas outras coisas que tenho vindo a perder, como a paciência.
Falta paciência para lidar com o carpinteiro que está constantemente a adiar a montagem da cozinha, com o lacador das portas que nem entrega o trabalho e nem atende telefonemas. E o pior de tudo - falta paciência para lidar com as birras do meu filho.

 Não é fácil ter a nossa vida dívida em três casas (aquela onde vivíamos e onde ainda temos grande parte das nossas coisas, a dos meus pais onde estamos a viver temporariamente por estar mais perto da nova escola do Valentim, e a casa nova onde passamos grande parte do tempo a acompanhar a obra). Não é fácil encontrar serenidade quando todo o ambiente em que vivemos está desorganizado.

 E como tenho vivido estes problemas tão intensamente ao longo destes últimos meses, comecei a sentir uma forte necessidade de simplificar a minha vida. Por isso estabeleci 3 coisas que quero muito mudar a partir deste ano (a partir de agora).

  1. Viver com menos

    Neste momento estamos a viver os três no mesmo quarto. Toda a roupa que trouxemos conosco para a casa dos meus pais ocupa apenas 1/3 do roupeiro. Os brinquedos que o Valentim tem são apenas os que recebeu no Natal, e mesmo assim eu vejo-me a brincar mais no quintal do que com os brinquedos.

    Toda esta experiência tem-me feito sentir que não precisamos viver com muito para sermos felizes.

    E como não poderia ser em melhor momento, a minha meta é aproveitar a mudança de casa para fazer uma mudança também na forma de viver a casa. Pretendo analisar todos os nossos objectos um a um, e fazer uma seleção a pensar no que é essencial e no que não é, aquilo de que realmente gostamos, e o que é dispensável.

    Um destes dias estava eu a viajar pelos livros de uma livraria, e dei de caras com o livro da Marie Kondo, que me chamou logo a atenção.

    Entretanto descobri que estriou uma nova série na Netflix da Marie Kondo, e tenho estado a adorar. O método KondoMarie não poderia ter vindo em melhor altura, e estou ansiosa por fazer a mudança para o colocar em prática.

  2. Viver mais

    Depois deste período de stress, ansiedade e frustração decidi que eu não preciso mais disto na minha vida. Percebi também que o tempo que gasto em redes sociais, televisão, etc., é o tempo que estou a retirar às coisas boas e significativas da vida. Hoje em dia achamos que precisamos absorver o máximo de informação que conseguirmos. As redes sociais estão feitas de forma a manterem-nos constantemente conectados, num scrol down infinito. Entramos no Instagram enquanto fazemos tempo ou esperamos por algo, só por uns momentos, e quando nos apercebemos passaram-se minutos, horas.

    Quero levantar o rosto mais vezes nesses momentos de espera e prestar mais atenção ao me rodeia.  Quero abrandar o ritmo, começar a praticar (e aprender mais sobre) o mindfulness. Quero retomar uma prática antiga que é escrever. E outra que é ler.

    Quero criar significado em tudo o que fizer, principalmente com a minha família.

    Ao perceber que andava mais irritada, comecei a notar que o piolho também andava mais irritado (birras para vestir, birras para comer, birras só porque sim...). Mas o curioso é que quando comecei a abrandar (fiz uma pausa das redes sociais por 10 dias) e a dar-lhe mais atenção (de qualidade), ele também começou a responder de forma mais paciente e tranquila, e a atitude dele mudou. Percebi que se queremos filhos irritados e stressados, basta andarmos irritados e stressados, mas se quisermos filhos pacientes, temos que nos esforçar para sermos mais positivos. Eles são uma esponja, nós somos o filtro.

  3. Viver sem desperdício

    E por último, e porque li algures que se dentro de 12 anos não mudarmos completamente os nossos hábitos e não fizermos um esforço para sermos mais sustentáveis, o mundo irá sofrer graves mudanças climáticas, pretendo iniciar uma jornada pelo zero waste.

    E aproveitar um novo começo numa nova casa para criar uma casa sustentável ( o que também passa pela minha meta de viver com menos).

    Para começar, vou resistir à tentação de comprar á partida tudo aquilo de que precisamos. Decidimos que vamos aproveitar o que temos, e vamos primeiro viver o espaço, e tentar perceber o que é mais funcional e o que nos faz sentir bem no espaço antes de irmos ao IKEA e compramos de uma vez tudo o que temos na nossa lista.

    Queremos ir construindo o nosso espaço aos poucos e poucos, procurando oportunidades de reusar ou reciclar móveis, ou até móveis em segunda mão.

A Casa Com Chapéu | Fase de Pinturas

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Azores

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